sábado, 21 de novembro de 2009

20 de Novembro!



Eu sou negra, mas as vezes fico me perguntando, o que é ser negro?

Ter a  pele de uma cor escura? É idenficar-se com a cultura desenvolvida pelo povo denominado "negro"? É ser visto pelo outro como negro? Ou é possível sentir-se negro "apenas" por ser excluído socialmente?
A palavra negro nos remete à escuridão, ou seja, ausência de luz... é não saber por onde ir, como ir... e é assim que a sociedade nos faz sentir, sem rumo, à margem, exteriores à nossa própria história. Mas, justamente nesse dia Dia 20, ontem, "Dia da Consciência Negra", descobri um poema espetacular do gaúcho, idealizador do 20 de novembro, Oliveira Silveira, que trata justamente de como podemos nos encontrar, nos orgulhar de nossa história e não mais negá-la...


"Encontrei minhas origens"

em velhos arquivos
.........livros
encontrei
em malditos objetos
troncos e grilhetas
encontrei minhas origens
no leste
no mar em imundos tumbeiros
encontrei
em doces palavras
..........cantos
em furiosos tambores
..........ritos
encontrei minhas origens
na cor de minha pele
nos lanhos de minha alma
em mim
em minha gente escura
em meus heróis altivos
encontrei
encontrei-as enfim
me encontrei.

1 comentários:

Garota Sem Destino disse...

geralmente digo que tambem sou negra, pq nao sou só negra, se formos falar de etnia, nao gostaria de negar nenhuma das minhas multiplas raízes.